AS DUAS PONTAS DO DIA

HISTÓRIAS DO ALVITO AS DUAS PONTAS DO DIA Segundo testemunhas, vim ao mundo às seis horas da manhã, infelizmente atrasado (deve ter sido a primeira e última vez) para ver o sol nascer. Este fato…

PEDAGOGIA DA BATUCADA

PEDAGOGIA DA BATUCADA Por um motivo que não vale mencionar, nos meus primeiros dez anos como professor sempre era escalado para 6a. feira à noite. Meus alunos eram universitários por volta dos vinte anos, para…

PROFESSOR NÃO É SANTO

HISTÓRIAS DO ALVITO PROFESSOR NÃO É SANTO Ao contrário do que reza a lenda, professor não é santo. Muito menos um professor menino, levado, que está sempre testando novas ideias e metodologias. Mesmo apaixonado pela…

MAMÃE E O SULTÃO

Alto lá, calma aí, não vão imaginando coisas. Papai era baiano e dava seus conselhos de forma sutil e disfarçada, cantava uma música, contava uma história, sempre de forma leve, sem marcar posição. Mamãe era…

SCANIA

HISTÓRIAS DO ALVITO SCANIA O menino de 12 anos jamais ligou para automóveis, armas ou guerra. O negócio dele era futebol em todas as suas formas: no estádio, jogando pelada ou futebol de botão. Certa…

ADEUS, TIO MANECO

ADEUS, TIO MANECO Papai adorava cinema e ao menos uma vez por semana escapava sozinho para ver qualquer coisa que fosse depois do trabalho. Era uma lembrança do tempo em que, adolescente sem recursos, sua…

A INCOMPARÁVEL DONA MARLENE

A Rua dos Unidos é uma estreita viela que desemboca no Larguinho, uma microárea da Favela de Acari. No número três ficava a casa de Dona Marlene, onde reinava inconteste sobre marido, filhos, noras, netos…

ALDIR E O SONHO

HISTÓRIAS DO ALVITO ALDIR E O SONHO Não gosto de contar histórias que me contaram, já tenho nariz grande e para me chamarem de mentiroso é um pulo. Mas essa, no dia de hoje, eu…

A CASINHA

A CASINHA Para meu amigo e mestre Márcio Vassallo A pergunta em uma aula de escrita criativa: em que palavra você mora? Eis a minha resposta: Moro num barraquinho de madeira, no alto de um morro.…