"Minhas primeiras lembranças concernentes às artes plásticas datam também do período transcorrido em Klein-Hüningen. Na casa de meus pais, um presbitério do século XVIII, havia um quarto sombrio e solene. Lá se encontravam os móveis…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – Assalto
ASSALTO No quarto de hotel a mala se abre: o tempo dá-se em fragmentos. Aqui habitei mas traças conspiram uma idade de homem cheia de vertentes. Roupas mudam tanto. Éramos cinco ou seis…
KRENAK – A ideia de humanidade que construímos…
"tema que quero tratar: como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas…
OS SETE SEGREDOS DE FLORA – Capítulo 29:…
Pedro apagou os vestígios de Flora. O mínimo objeto virava lembrança e dor. Escondeu a caneca azul de café. Varreu da geladeira as comidas, os queijos e chocolates amados por ela. Comprou novas roupas de…
JUNG – O início da sua vida espiritual
"O que falava em mim nesse tempo? Quem propunhas as questões supremas? Quem reunia o alto e o baixo, estabelecendo a base de tudo que preencheria a segunda metade da minha vida de tempestades apaixonadas?…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – Movimento…
MOVIMENTO DA ESPADA Estamos quites, irmão vingador. Desceu a espada e cortou o braço. Cá está ele, molhado em rubro. Dói o ombro, mas sobre o ombro tua justiça resplandece. Já podes sorrir, tua…
JUNG – Uma sombra sobre a doutrina cristã…
"O disfarce do jesuíta lançou uma sombra sobre a doutrina cristã que me ensinaram, e que me pareceu às vezes uma solene mascarada, uma espécie de cortejo fúnebre. Embora as pessoas tomassem uma expressão séria…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – EQUÍVOCO
EQUÍVOCO Na noite sem lua perdi o chapéu. O chapéu era branco e dele passarinhos saíam para a glória, transportando-me ao céu. A neblina gelou-me até os nervos e as tias. Fiquei na praça…
OS SETE SEGREDOS DE FLORA – Capítulo 28:…
OS SETE SEGREDOS DE FLORA Capítulo 28: O TEMPO O tempo sempre passa. Por vezes tece nossos sonhos. Ou é correnteza que arrasta nossas vidas. O tempo foi passando para Pedro. Dois meses depois do…
OS SETE SEGREDOS DE FLORA – Capítulo 27:…
A cabeça de Pedro latejava. As questões de Flora iam aos poucos sendo reveladas mas ainda havia mistérios pendentes: quem a estuprara? O que ela fizera nos seis meses fora de casa? Por que voltou?…
JUNG – A interpretação do primeiro sonho
"Este sonho preocupou-me através dos anos. Só muito mais tarde descobri que a forma estranha era um falo e dezenas de anos depois, compreendi que se tratava de um falo ritual. Nunca cheguei a saber…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – Economia…
ECONOMIA DOS MARES TERRESTRES A queixa comprimida na garrafa quer escapar reunir os povos dizer a Matilde que lhe perdoa organizar a vida dos índios, a queixa no vácuo lembra uma queixa menor. Dir-se-ia, na…
OS SETE SEGREDOS DE FLORA – Capítulo 26:…
OS SETE SEGREDOS DE FLORA Capítulo 26: CAFÉ SECRETO A moça simpática avisou que a terapeuta responsável, Carolina Chaves, chegaria em uma hora e meia. Vinte minutos antes da sessão ele poderia conversar com ela.…
JUNG – O primeiro sonho
"Mais ou menos na mesma época - eu não poderia dizer com absoluta certeza se foi antes do acontecimento relatado - tive o primeiro sonho de que me lembro e que, por assim dizer, me…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – Nova…
NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO A Josué Montello Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto. O céu cintila sobre flores úmidas. Vozes na mata, e o maior amor. Só, na…
JUNG – O medo infernal que teve da…
". O homem que descia a rua estava evidentemente disfarçado, pensei. Por isso usava roupas de mulher. Provavelmente tinha más intenções. Com um medo mortal corri a toda a pressa para casa, subi a escada…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – EPISÓDIO
EPISÓDIO Manhã cedo passa à minha porta um boi. De onde vem ele se não há fazendas? Vem cheirando o tempo entre noite e rosa. Para à minha porta sua lenta máquina. Alheio…
PEDRO E FLORA: UMA HISTÓRIA DE AMOR? –…
PEDRO E FLORA: UMA HISTÓRIA DE AMOR? Capítulo 25: CONSTELAÇÃO Fechou os olhos e deixou que o calor do primeiro beijo tomasse seu corpo. Quando os abriu, olhou para o apartamento bagunçado, lembrou de onde…
JUNG – O PRIMEIRO TRAUMA CONSCIENTE
"Essas ruminações me levaram ao primeiro trauma consciente. Num dia de verão muito quente eu estava sentado sozinho, como de costume, na rua em frente de casa, brincando na areia. A rua que passava diante…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – Campo,…
CAMPO, CHINÊS E SONO A João Cabral de Melo Neto O chinês deitado no campo. O campo é azul, roxo também. O campo, o mundo e todas as coisas têm ar de um chinês deitado…
Capítulo 24: PARA CABRAS E APAIXONADOS
PEDRO E FLORA: UMA HISTÓRIA DE AMOR? Capítulo 24: PARA CABRAS E APAIXONADOS A moto desenhava um mapa no asfalto, Pedro foi deixando-se levar pela trajetória das duas rodas. Ainda não conseguia enfrentar as novas…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – VIDA…
VIDA MENOR A fuga do real, ainda mais longe a fuga do feérico, mais longe de tudo, a fuga de si mesmo, a fuga da fuga, o exílio sem água e palavra, a perda voluntária…
PEDRO E FLORA: UMA HISTÓRIA— DE AMOR? –…
PEDRO E FLORA: UMA HISTÓRIA— DE AMOR? Capítulo 23: TRÊS MENINAS Pedro era um corpo parado no meio da sala. Era um daqueles momentos em que o cérebro sofre um bloqueio, talvez para impedir um…
PSICOLOGIA AOS PEDACINHOS – Jung
DE COMO JUNG, QUANDO CRIANÇA, COMEÇA A DESCONFIAR DO SENHOR JESUS: "O Senhor Jesus era confortante, um senhor afável e benevolente como o senhor Wegenstein do castelo: rico, poderoso, estimado, cheio de solicitudes para com…
O DRUMMOND NOSSO DE CADA DIA – O…
O POETA ESCOLHE SEU TÚMULO Onde foi Troia, onde foi Helena, onde a erva cresce, onde te despi, Onde pastam coelhos a roer o tempo, e um rio molha roupas largadas, onde houve,…
PEDRO E FLORA: UMA HISTÓRIA— DE AMOR? –…
PEDRO E FLORA: UMA HISTÓRIA— DE AMOR? Capítulo 22: DIA QUE ESCURECE O doutor Cardoso continuou seu relato, a voz se tornando mais sombria feito um dia que escurece de repente. Bola estava nervoso, seu…
JUNG – A oração que a mãe lhe…
"Minha mãe me ensinara uma oração que eu repetia todas as noites, de bom grado, pois isso me dava um certo sentimento de conforto diante das inseguranças e ambiguidades da noite: "Estende tuas duas asas,…











